Guia completo do Claude Code
Os comandos do Claude Code são atalhos iniciados por uma barra (/) que controlam o agente de IA da Anthropic diretamente no terminal. Com eles, o desenvolvedor ajusta modelo, contexto, custo e segurança sem sair da linha de comando.
Diferente de uma interface visual, o Claude Code funciona como um agente capaz de ler arquivos, executar código, navegar pelo repositório e raciocinar sobre o projeto inteiro. Por isso, saber qual comando acionar em cada momento muda completamente o resultado.
Este guia apresenta os comandos organizados em níveis de utilidade prática, do essencial ao avançado. Além disso, explica o propósito real de cada um e mostra como integrá-los a um fluxo de trabalho profissional.
Por que os comandos do Claude Code importam
A produtividade com a ferramenta não está em digitar mais rápido nem em escrever prompts mais longos. Na verdade, ela está em saber qual dos comandos do Claude Code acionar no momento certo.
Cada comando resolve um problema específico de contexto, custo, qualidade ou segurança. Ignorar esse conjunto é como usar uma IDE apenas como bloco de notas.
Se você ainda não conhece a ferramenta, comece pelo artigo O que é Claude Code. Em seguida, volte para este guia e explore cada nível com calma.
Como ver a lista de comandos do Claude Code
A ferramenta evolui rápido, e a lista oficial de comandos do Claude Code muda a cada versão. Por isso, digite / no terminal para ver o que está disponível na sua instalação.
Ao digitar a barra, a ferramenta mostra um menu com sugestões que filtra os resultados conforme você escreve. Além disso, a documentação oficial traz a referência completa sempre que surgir dúvida.
Nível 1: comandos do Claude Code obrigatórios
Os três comandos deste nível são o ponto de entrada de qualquer sessão. Sem esses comandos do Claude Code, o desenvolvedor trabalha às cegas.
/login
O /login conecta e autentica sua conta da Anthropic na ferramenta. É o primeiro passo em qualquer ambiente novo, seja uma máquina local, um servidor de CI ou um container recém-criado.
Sem uma autenticação válida, nenhum outro comando funciona. Da mesma forma, o /logout encerra a sessão da conta quando você precisa trocar de usuário.
/doctor
O /doctor diagnostica a instalação e aponta problemas antes que eles atrapalhem o trabalho. Ele confere a instalação, as configurações, os servidores MCP e o uso de contexto, e ainda oferece correções.
A analogia com um check-up médico é precisa. Afinal, o comando encontra o que está quebrado antes que o sintoma apareça no meio de uma tarefa importante.
/init
Entre os comandos do Claude Code, o /init é o mais importante do primeiro nível. Ele analisa o projeto e gera o arquivo CLAUDE.md na raiz, onde ficam as regras permanentes do contexto.
Sem esse arquivo, cada conversa começa do zero e repete as mesmas perguntas sobre estrutura, convenções e restrições. Com o CLAUDE.md bem preenchido, o modelo carrega as regras automaticamente e não precisa ser reorientado a cada sessão.
Para editar esse arquivo depois, use o /memory. Assim, você ajusta as instruções sem precisar abrir o editor manualmente.
Nível 2: comandos do Claude Code para custo e estratégia
Com o ambiente configurado, o segundo nível reúne os comandos do Claude Code que controlam quanto o modelo pensa e como ele planeja antes de agir.
/model
O /model abre um seletor para trocar o modelo usado na sessão em curso. As famílias disponíveis são Haiku, Sonnet e Opus.
O Haiku é o mais rápido e econômico, indicado para tarefas simples como renomear variáveis ou responder perguntas diretas. Já o Sonnet equilibra custo e inteligência no uso diário, enquanto o Opus entrega a máxima capacidade de raciocínio para problemas complexos.
Trocar de modelo no meio de uma tarefa é uma estratégia legítima de otimização. Por exemplo, comece com um modelo leve na exploração e suba para o Opus quando a complexidade exigir.
/plan
O /plan coloca a sessão em modo de planejamento, no qual o modelo analisa o código e escreve um plano antes de alterar qualquer arquivo. Você também pode passar a tarefa junto com o comando.
Dessa forma, a estratégia do modelo fica explícita e você valida a abordagem antes de gastar tokens com uma implementação errada. O modo é especialmente útil em refatorações amplas, migrações de dependências e funcionalidades novas em bases de código desconhecidas.
/compact
O /compact comprime o histórico da conversa em um resumo, liberando espaço na janela de contexto sem descartar o assunto principal. Também é possível informar um foco, como /compact mantenha as decisões sobre o banco de dados.
Em projetos grandes, o contexto enche rápido com saídas de comandos, trechos de código e tentativas anteriores. Com isso, o /compact mantém o modelo concentrado no objetivo sem perder a continuidade da tarefa.
Para saber quando compactar, use o /context. Ele mostra visualmente quanto da janela de contexto já está ocupado.
Nível 3: comandos do Claude Code para inspeção e segurança
O terceiro nível reúne os comandos do Claude Code para as situações em que algo deu errado. Também inclui os momentos em que você precisa inspecionar o trabalho antes de salvar ou publicar.
/diff
O /diff abre um visualizador interativo com as alterações ainda não commitadas. Funciona como uma revisão final antes do commit, só que integrada ao fluxo do agente.
Assim, entre os comandos do Claude Code, ele é o que impede que uma alteração colateral passe despercebida. Isso é importante em sessões longas, quando o modelo pode ter mexido em arquivos além do escopo pedido.
/rewind
O /rewind volta o código e a conversa para um ponto anterior da sessão. Em outras palavras, é uma espécie de git reset do agente, que também desfaz o histórico do diálogo.
Quando o modelo toma uma decisão errada que se espalha por vários arquivos, o comando reverte tudo de uma vez. Dessa forma, você não precisa desfazer cada modificação manualmente.
/simplify
O /simplify revisa os arquivos alterados recentemente usando três agentes em paralelo. Eles procuram oportunidades de reaproveitamento de código, problemas de qualidade e ganhos de eficiência.
Em seguida, o comando aplica as correções encontradas. Com isso, você obtém um código mais limpo sem precisar descrever cada ponto de melhoria.
/btw
O /btw é um dos comandos do Claude Code mais úteis no dia a dia, porque permite fazer uma pergunta paralela sem contaminar a tarefa principal. A resposta não entra no histórico da conversa.
Imagine que o modelo está no meio de uma refatoração e surge uma dúvida sobre uma biblioteca. Nesse caso, o /btw responde à dúvida e a tarefa principal segue sem poluição de contexto.
/security-review
O /security-review analisa as alterações pendentes em busca de vulnerabilidades, como segredos expostos, senhas em texto claro e falhas de configuração. Por isso, ele é essencial antes de qualquer push para um repositório compartilhado ou de um deploy em produção.
Rodar esse comando como etapa final transforma a revisão de segurança em uma prática sistemática. Ou seja, ela deixa de depender da memória de alguém na equipe.
/debug
O /debug ativa o log de depuração e analisa o registro da sessão atual para descobrir onde e por que um erro aconteceu. Em vez de filtrar centenas de linhas, você deixa o modelo interpretar o contexto e apontar a causa raiz.
O comando é especialmente útil em falhas intermitentes. Também ajuda em erros que só surgem sob condições específicas de ambiente.
Nível 4: comandos do Claude Code para automação
O quarto nível leva os comandos do Claude Code para além do código. Aqui, a ferramenta se conecta a sistemas externos e automatiza tarefas repetitivas.
/mcp
O /mcp gerencia os servidores do Model Context Protocol, que permitem ao modelo interagir com ferramentas externas como Notion, Slack e Google Drive. Por meio dele, você confere quais servidores estão conectados e faz a autenticação quando necessário.
Com servidores MCP ativos, o modelo deixa de ficar restrito ao sistema de arquivos local. Então, ele passa a ler tickets, documentos, mensagens e qualquer outra fonte conectada.
Se você quer entender quando usar MCP e quando usar agentes, o artigo Agents ou MCP: qual escolher aprofunda essa decisão.
/batch
O /batch orquestra mudanças em larga escala dividindo o trabalho em unidades independentes, geralmente de 5 a 30. Cada unidade roda em um agente em segundo plano, dentro de uma git worktree isolada.
Em vez de processar arquivo por arquivo, o agente trabalha em várias frentes ao mesmo tempo, o que torna esse um dos comandos do Claude Code mais poderosos. Por exemplo, você pode adicionar testes unitários a dezenas de serviços de uma vez, com cada parte resultando em uma alteração própria.
/loop
O /loop repete um prompt em intervalos regulares enquanto a sessão estiver aberta. Um uso clássico é rodar a suíte de testes a cada cinco minutos até que todos passem.
Se você omitir o intervalo, o próprio modelo decide o ritmo das repetições. Dessa forma, você acompanha operações demoradas sem precisar intervir entre cada execução.
Nível 5: comandos do Claude Code para colaboração
Este nível reúne os comandos do Claude Code ligados ao trabalho colaborativo e à segurança do ambiente onde o agente executa tarefas.
/pr-comments
O /pr-comments trazia para o terminal os comentários de revisão feitos pela equipe em um Pull Request do GitHub. Assim, o desenvolvedor não precisava alternar entre navegador e terminal para tratar cada feedback.
Contudo, versões recentes removeram esse comando. Hoje basta pedir ao agente, em linguagem natural, que leia os comentários do PR e trate cada um.
/desktop
O /desktop transfere a sessão atual do terminal para o aplicativo desktop oficial, e também aceita o alias /app. A transição preserva o contexto da conversa.
Com isso, você continua exatamente de onde parou, só que em uma interface com mais recursos visuais.
Esse é um bom exemplo de como os comandos do Claude Code conectam o terminal a outras superfícies do produto.
/sandbox
O /sandbox liga e desliga o modo sandbox, que isola os comandos de shell executados pelo agente. Nesse modo, o acesso a arquivos e à rede fica restrito ao que você autorizou.
Dessa forma, uma operação destrutiva executada por engano tem alcance limitado. O recurso é valioso ao explorar automações novas ou scripts de terceiros que ainda não foram auditados.
Nível 6: comandos do Claude Code para desempenho
Os próximos comandos do Claude Code ajudam a medir o consumo e a deixar o ambiente do seu jeito.
/stats
O /stats exibe estatísticas de uso, como histórico de sessões, consumo de tokens e limites do plano. Nas versões recentes, ele funciona como alias do /usage, que reúne custo e estatísticas em um único painel.
Para times com cobrança centralizada, esse painel é a forma mais direta de controlar gastos. Se quiser se aprofundar, leia como analisar seu consumo de tokens no Claude.
/effort
O /effort controla a profundidade do raciocínio do modelo em uma escala com níveis como low, medium, high, xhigh e max. No nível baixo, as respostas saem rápidas e econômicas.
No nível máximo, por outro lado, o modelo usa toda a capacidade disponível para pensar no problema. A melhor analogia é um acelerador, porque você escolhe quanta potência usar conforme a complexidade real da tarefa.
/theme
O /theme personaliza as cores da interface do terminal, com temas claros, escuros e opções acessíveis para daltonismo. Também é possível criar um tema próprio.
Nível 7: comandos do Claude Code para organização
O último nível traz os comandos do Claude Code que ajudam a organizar várias sessões e a acompanhar o agente de longe.
/rename
O /rename dá um nome legível à sessão atual. Quando várias sessões rodam em paralelo, nomear cada uma evita confusão entre contextos diferentes.
/resume
O /resume reabre uma conversa anterior pelo nome ou por meio de um seletor. Se o terminal fechar de repente ou a máquina reiniciar, você recupera o contexto completo sem reconstruir a conversa.
/remote-control
O /remote-control torna a sessão local acessível pelo claude.ai, inclusive pelo aplicativo móvel. Assim, você monitora e direciona o agente mesmo longe do computador.
/stickers
O /stickers abre um link para solicitar adesivos físicos do Claude Code, enviados pelo correio. É o comando mais descontraído da lista, mas mostra o cuidado da equipe com a comunidade.
Combinando os comandos do Claude Code
A forma mais eficiente de usar a ferramenta não é acionar um comando por vez de forma reativa. Pelo contrário, o ideal é seguir um fluxo deliberado que combina os comandos do Claude Code em uma sequência lógica.
O fluxo começa com /init para carregar as regras do projeto. Em seguida, o /plan valida a estratégia antes de gastar tokens com implementação.
Durante a execução, o /btw resolve dúvidas paralelas sem interromper o trabalho principal. Quando o contexto começa a degradar, o /compact limpa a memória sem perder o foco.
Por fim, o /security-review garante que nenhuma vulnerabilidade entrou no código. Esse ciclo vale para qualquer tarefa, da implementação de uma feature nova à refatoração de um módulo legado.
Para ver esse fluxo aplicado a um projeto real, o artigo Claude Code na prática mostra a geração de um projeto .NET com Clean Architecture.
Custo e controle com os comandos do Claude Code
O Claude Code consome tokens a cada instrução, leitura de arquivo e resposta. Portanto, cada interação tem um custo mensurável, seja em dinheiro, seja nos limites do seu plano.
Entre os comandos do Claude Code, /model, /effort, /compact e /stats formam o conjunto de controle financeiro. Quem os ignora tende a consumir muito mais do que precisa, enquanto quem os domina chega ao mesmo resultado com uma fração do custo.
O princípio central é simples. Use o modelo mais potente apenas quando a tarefa exigir, compacte o contexto antes que ele degrade e meça o consumo com frequência para identificar padrões ineficientes.
Para mais estratégias, confira o artigo como economizar tokens no Claude.
Conclusão sobre os comandos do Claude Code
O Claude Code é mais do que um assistente de código no terminal. Na prática, é um agente com um conjunto de comandos pensado para cobrir o ciclo completo de desenvolvimento, da configuração inicial ao deploy seguro.
Dominar os comandos do Claude Code não significa decorar sintaxe. Significa entender o problema que cada um resolve e encaixar os mais relevantes no seu fluxo diário de forma natural.
Quem combina /init, /plan, /btw, /compact e /security-review em cada tarefa trabalha em outro patamar de produtividade.
FAQ
O Claude Code funciona sem o CLAUDE.md criado pelo /init?
Sim, mas sem esse arquivo o modelo começa cada sessão sem contexto do projeto e repete perguntas. Por isso, rode o /init como primeiro passo em qualquer projeto novo.
Qual a diferença prática entre /rewind e desfazer no git?
O /rewind restaura tanto o código quanto o histórico da conversa. O git controla apenas os arquivos, não o contexto da sessão.
O /sandbox é necessário no uso cotidiano?
Em tarefas rotineiras e bem conhecidas, ele é opcional. Já ao testar automações novas ou scripts de terceiros, o sandbox é uma camada de proteção importante.
O /mcp funciona com qualquer ferramenta?
O MCP é um protocolo aberto, então qualquer ferramenta com um servidor compatível pode ser conectada. Isso inclui serviços populares e soluções internas da própria equipe.
Posso usar /batch e /loop juntos?
Sim. O /batch paraleliza uma mudança em várias unidades, enquanto o /loop repete uma ação no tempo, então eles cobrem dimensões diferentes de automação.
O /effort depende do modelo selecionado?
Os dois ajustes são independentes. O /model define qual modelo responde, e o /effort controla quanto esse modelo raciocina.